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Em seu primeiro ano de existência, 2008, a ACRUEL criou o espetáculo “As ruas de Bagdá ou Aranha Marrom não usa Roberto Carlos”. A peça participou da IV Mostra Cena Breve, depois fez temporada em Curitiba no fim do mesmo ano e integrou a 3ª Mostra Novos Repertórios durante o Festival de Curitiba 2009, no qual a ACRUEL também apresentou o solo “Senhorita”. Ainda em 2009, a companhia teve a montagem do projeto “Espaço Outro” aprovada no prêmio Myriam Muniz da Funarte. A primeira temporada do espetáculo foi em Curitiba em 2010, depois no Festival Palco Giratório de Florianópolis, Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente e na Corrente Cultural de Curitiba no mesmo ano. Atualmente, a companhia trabalha em um novo projeto chamado “É Uma Vez e Para Sempre”.

> É uma vez e para sempre
> Espaço Outro
> As Ruas de Bagdá ou Aranha Marrom Não Usa Roberto Carlos
> Senhorita




É uma vez e para sempre



É Uma Vez e Para Sempre é o projeto em andamento da ACRUEL. Seu texto, escrito por Ana Ferreira e Emanuelle Sotoski, se baseia nas versões originais dos contos de fada, que focavam exacerbadamente o desejo e a crueldade humana e que apresentavam o prazer em suas diversas faces. Por isso, traziam doses fortes de adultério, incesto, canibalismo, tortura, mutilações e mortes hediondas. O objetivo do projeto é tratar das relações do homem contemporâneo com suas raízes culturais. Busca-se, através de uma herança cultural forte, criar questionamentos sobre o comportamento humano.

A ACRUEL pretende montar esta peça em uma casa, onde a cada novo cômodo no qual o espectador é convidado a entrar, acontece uma imersão em outro mundo, dado pela ambientação cenográfica e pela composição de luz.



Espaço Outro



Espaço Outro é uma peça de teatro de estrutura peculiar, realizada pela ACRUEL Companhia em praças públicas de grande movimento. O público é convidado a entrar em uma grande caixa de acrílico transparente onde uma narração em off orienta o olhar. As cenas acontecem fora, espalhadas pela praça. Algumas são pequenas e infiltradas entre as pessoas comuns, outras intervêm no movimento natural do lugar. Assim, enquanto os espectadores da caixa têm uma orientação objetiva (só eles sabem tudo o que está acontecendo) e subjetiva sobre as ações, os passantes têm uma percepção espontânea das mesmas. Estes últimos observam, ainda, a grande caixa de acrílico com indivíduos encerrados, que acaba por se transformar em uma obra das artes visuais. Desta forma, todo público que observa, é também observado por outro.

Mesmo que existam muitas formas de se relacionar com a peça, Espaço Outro privilegia o público da caixa. A maior característica do trabalho é dar a estas pessoas o poder de Onisciência. A narração lhes permite saber mais sobre o presente, e até um pouco sobre o passado e futuro, do que as pessoas que vêem de fora. A caixa é um ponto de observação do espaço público e das histórias que ele conta, porém o caráter fictício transforma seu significado. Este jogo entre realidade e representação teatral permite novas visões sobre este ambiente, mais atentas e sensíveis. Mas, como todo jogo, trata-se de um desafio. O espectador deve ir descobrindo a melhor forma de lidar com a narração.

Ficha técnica:

Criação Cênica: Ana Ferreira, Emanuelle Sotoski e Rubia Romani.
Interpretação: Ana Ferreira, Emanuelle Sotoski, Rubia Romani, Alessandro Ferreira, Cláudia Souza, Eduardo Walger, Elton Krug, Renato Sbardelotto, Roger Batista, Vida Santos, Vivian Schmitz.
Texto: Ana Ferreira, Emanuelle Sotoski e Rubia Romani.
Narração: Lui Riveglini, Vivian Schmitz, Ana Ferreira, Luiz Bertazzo, Emanuelle Sotoski e Cleydson Nascimento.
Produção Sonora: Daniel Starck.
Colaboração em dramaturgia: Lígia Oliveira.
Equipe de apoio: Jaqueline Lira, Isadora Terra e Pamela Stival.
Adereços: Saulo de Almeida.
Cenotécnica: Sérgio Richter.
Assessoria de Imprensa: Daniel Starck.
Design Gráfico: Jean Snege.
Produção: Bia Reiner.
Realização: ACRUEL Companhia e Bia Reiner.



As Ruas de Bagdá ou Aranha Marrom Não Usa Roberto Carlos



“As ruas de Bagdá ou Aranha Marrom não usa Roberto Carlos” é o primeiro espetáculo sob a assinatura ACRUEL Companhia. Sua equipe de criação mistura jovens intérpretes-criadores a renomados artistas paranaenses, como Beto Bruel e Márcio Mattana.

O espetáculo trata das várias visões que podemos ter sobre uma mesma situação, revelando um jogo ora cômico ora trágico. Poético e não realista, o público caminha sob o fluxo do pensamento, como insights, flashes que se cruzam e permeiam uma só questão: o que vemos é realidade ou ilusão? Perceber o mundo exterior é um processo físico e sinestésico, mas altamente preparado pela expectativa cultural e ideológica.

A linguagem Pop e a apropriação do kitsch televisivo, dos clichês da sedução publicitária, adicionam irreverência explícita à crítica. A sedução é constantemente interrompida por um lirismo que mostra a realidade como algo tão pessoal e único como as impressões digitais.

Ficha Técnica:

Intérpretes: Emanuelle Sotoski, Lígia Oliveira e Rubia Romani.

Equipe de criação: Ana Ferreira, Emanuelle Sotoski, Lígia Oliveira, Márcio Mattana, Nina Rosa Sá e Rubia Romani.

Colaboradores: Cândida Monte, Leo Fressato, Pedro Paulo Beaklini, e Uyara Torrente.

Iluminação: Beto Bruel

Figurinos: Giorgia Conceição

Vídeos: Nathalia Okimoto

Sonoplastia: Vinícius Nisi e Marcio Mattana

Preparação Corporal: Cláudio Fontan

Preparação Vocal: Gabriela Gueiros

Divulgação: Daniel Starck

Realização: ACRUEL Companhia

Site oficial do processo criativo: www.projetoaranha.blogspot.com



Senhorita



Senhorita é um solo escrito e interpretado por Ana Ferreira. A encenação é uma colaboração entre a atriz e Emanuelle Sotoski, Rubia Romani e Ligia de Oliveira.

O espetáculo se apropria da figura da libélula, que vive apenas dois meses, para narrar toda a angústia de uma jovem mulher. “Senhorita” - nome francês da libélula - corre contra o tempo para tentar alcançar os objetivos que tanto ela mesma quanto a sociedade lhe impõem: sucesso na carreira e na vida amorosa – tudo o que, alcançado na juventude, representa uma velhice tranquila.

A peça tem uma característica fundamental que a difere do trabalho usual destas artistas, uma história com início, meio e fim. O trabalho corporal é também bastante diferente, melhor identificado como teatro-dança. A identidade da ACRUEL permanece na brincadeira com a informação técnica e no uso da linguagem televisiva.

Ficha Técnica:

Texto e interpretação: Ana Ferreira.

Encenação: Ana Ferreira, Emanuelle Sotoski, Rubia Romani e Ligia de Oliveira.

Operação som/luz: Daniel Starck



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